Jalesense diz que invenção pode fazer carro economizar até 80% de combustível

Date:

Há quem garanta que carro movido a água é um mito, ou uma mentira, mas a verdade é que, há muitos anos, existem vários experimentos sobre o assunto. Segundo especialistas, o invento de um motor que “gera” hidrogênio retirando-o da água para transformá-lo em combustível já é antigo, sendo que patentes já foram registradas em 1978, em nome do norte-americano Yull Brown. A invenção de Brown foi, no entanto, contestada por vários cientistas e, em 2008, uma revista especializada garantiu tratar-se de uma fraude.

Mais recentemente, aqui no Brasil, o goiano Roberto de Souza também inventou um motor movido a hidrogênio da água. Em 2014, o experimento de Roberto teria feito um carro popular andar mais de 1.000 km com menos de um litro de água. Ele diz, no entanto, que a legislação brasileira não permite a comercialização do produto, alegando falta de segurança e risco de explosão. A revista Quatro Rodas, especializada em carros, já fez um teste com um desses inventos – o kit Gasagua, no mercado desde 2008 – e não aprovou a eficiência do produto.

Em Jales, no entanto, alguns proprietários de veículos estão aprovando um dispositivo inventado, em tese, por um mecânico jalesense. Chama-se “Filtro Ecológico H2O” e pode, segundo o mecânico Carlos Fernandes Nunes, o Carroça, ser instalado em qualquer veículo movido a gasolina ou álcool. De acordo com o suposto inventor, a engenhoca pode proporcionar uma economia de combustível de até 80%. Ou seja, um veículo que faz 10 quilômetros com um litro de combustível, poderá fazer até 18 quilômetros com a mesma quantidade. Ele garante, também, que não existem efeitos colaterais para o motor do carro.

O jornal A Tribuna conversou com pelo menos três proprietários de veículos que já instalaram o dispositivo há algum tempo. E, por incrível que pareça, todos eles estão satisfeitíssimos com os resultados. É o caso de Carlos, um vendedor autônomo que utiliza o carro para trabalhar. “Eu coloquei o filtro há uns seis meses e, de lá para cá, a economia de combustível foi de mais de 50%”, garante o vendedor. Um conhecido comerciante de Jales também instalou o dispositivo e se diz contente com a economia. 

 “Eu não quero que meu nome apareça porque não sei se a instalação desse aparelho é legal, mas eu estou surpreso com o resultado”, disse o comerciante. Ele contou que recomendou o dispositivo a um amigo e que este também está contente. “O detalhe é que você não pode acelerar muito, senão você não vai fazer economia nenhuma. O hidrogênio fabricado pela água precisa de um tempo para chegar ao motor e, se você acelerar muito, a gasolina vai chegar primeiro”, explicou o comerciante.

O produto atraiu, também, atenção de um funcionário de uma revendedora de carros da cidade. Ele diz, no entanto, que ainda não dá para avaliar a eficiência do filtro. “Faz pouco tempo que eu coloquei e, então, acho que não posso afirmar muita coisa. Em princípio, parece estar gerando economia, mas o melhor é esperar um pouco mais para avaliar se isso faz economizar mesmo ou se, como outras pessoas dizem, é só perda de tempo e de dinheiro”, disse o vendedor de veículos.

O mecânico Carroça garante ser o inventor do dispositivo. “Eu fiz testes durante uns oito meses e fui modificando o filtro, até chegar no ponto ideal. Além da economia de combustível, o filtro é ecologicamente recomendável, pois não polui a natureza. Pode passar o dedo no escapamento que ele vai sair limpinho”, afiançou Carroça. A paternidade do filtro, no entanto, já está gerando controvérsias. Marcos, funcionário de uma loja de implementos da cidade, diz ter sido o inventor. “Eu pesquisei na internet e fui desenvolvendo o dispositivo. Já vendi vários kits e o Carroça se encarregou apenas de instalar”, garante o rapaz. “Eu estou trabalhando agora num dispositivo para o gerador de energia de um frigorífico. Se der certo, o frigorífico vai passar a usar mais o gerador e diminuir bastante os gastos com energia elétrica”, disse Marcos.

Segundo a reportagem de A Tribuna apurou, a instalação mecânica é feita por Carroça, enquanto a parte elétrica é executada por um Auto Elétrico. O dono do Auto Elétrico garante que já instalou mais de 60 dispositivos. “Pelo que tenho visto, todos os que instalaram o filtro estão satisfeitos. Tem uma empresa aqui de Jales que instalou o dispositivo em um veículo e depois instalou em mais três. É sinal de que funcionou bem”, concluiu o comerciante.

Quanto à legalidade do dispositivo, o jornal conversou com o ex-delegado de trânsito de Jales, Althair Ramos Leon. Ele disse que, em princípio, a instalação de qualquer dispositivo que importe em modificação das características ou especificações dos veículos, necessitaria de autorização do Detran. O delegado acha, no entanto, que o correto seria consultar o órgão a respeito do caso, mas o telefone do Detran – 3627-8380 – não atendeu às três tentativas da reportagem.

Redação A Tribuna
Redação A Tribunahttps://atribunajales.com.br
Conteúdo produzido pela equipe de redação do Jornal A Tribuna de Jales, veículo de comunicação do noroeste paulista em circulação desde 1987. Cobrimos Jales e região com foco em política, segurança, saúde, educação, economia e esportes. A assinatura Redação A Tribuna é usada nas matérias produzidas coletivamente pela equipe do jornal.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Outras matérias relacionadas
RELACIONADAS

Entrevista com Padre Mária Rober Rodrigues

Motivados pela Romaria Diocesana muitos diocesanos, ao longo dos...