Jales seguiu a orientação do Ministério da Saúde e suspendeu a aplicação de um dos imunizantes contra a dengue, desenvolvido pelo Instituto Butantan. A medida vale para todo o território nacional. Apesar da suspensão, a vacina Qdenga, do laboratório Takeda, destinada a adolescentes, continua sendo aplicada normalmente no município. De acordo com a Secretaria de Saúde, a Qdenga é administrada em duas doses e não tem relação com o imunizante do Butantan que foi interrompido. A pasta reforça que adolescentes que ainda não completaram o esquema vacinal devem procurar as salas de vacinação para receber as doses.
Alessandra Vedroni Menosse, chefe da Divisão de Imunização do Município de Jales, disse que a Secretaria recebeu todas as orientações de forma oficial, por meio de notas técnicas do Ministério da Saúde. As doses da vacina do Butantan que já haviam sido entregues permanecerão armazenadas nas unidades de saúde até nova liberação do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Caso a suspensão seja definitiva, as vacinas deverão ser devolvidas ao Ministério ou descartadas, conforme nota técnica específica que ainda será publicada. Até lá, o município segue os protocolos estabelecidos.
INFLUENZA
Por outro lado, a vacina contra a influenza que está disponível para toda a população a partir dos 6 meses de idade. Menores dessa faixa etária não podem receber a dose, mas o imunizante foi liberado para todo os públicos, acima dessa idade, sejam portadores de comorbidades ou não. Em Jales, todas as salas de vacinação estão em funcionamento, com exceção de três unidades que passam por reforma: Uni-América, ESF Rural e Novo Mundo.
Questionada sobre o aumento da desconfiança em relação às vacinas, especialmente em consequência da suspensão, Alessandra Vedroni defendeu a continuidade da imunização.
Segundo ela, a interrupção da vacina do Butantan é uma medida preventiva para investigar possíveis eventos adversos, procedimento comum dentro do sistema de farmacovigilância.“Eu continuo acreditando na vacina e faço um apelo à população para que mantenha essa confiança. Todo medicamento apresenta riscos, embora sejam raros. Existem estudos rigorosos antes que qualquer vacina seja disponibilizada à população. Elas passam por pesquisas, análises e avaliações técnicas. Nada é colocado à disposição da população sem critérios científicos. Nada é colocado à disposição sem critérios científicos. Não há nada comprovado até o momento.
Continuo acreditando na vacinação e sempre acreditarei. Dentro das minhas possibilidades, continuarei trabalhando para que as pessoas mantenham essa confiança”, afirmou.
A Secretaria também alertou para o impacto das fake news e dos movimentos antivacina que tem se proliferado por todo mundo nos últimos anos. Ela citou como exemplo o risco de reintrodução de doenças já controladas no Brasil, como poliomielite e o sarampo, caso a cobertura vacinal caia.
AÇÃO CONTÍNUA
A pasta reforçou que a dengue continua sendo uma preocupação de saúde pública e para as autoridades de Saúde, a vacina é uma ferramenta preventiva importante para reduzir casos graves, mas o controle depende também do manejo ambiental nas residências e de ações do município e dos serviços de saúde.“O Ministério da Saúde considera a dengue um agravo que não deveria evoluir para óbito, porque existem formas de prevenção e tratamento. Se o cidadão não colaborar, o controle da doença fica comprometido”.
Jales suspende vacina da dengue do Butantan, mas imunizante para adolescentes continua normalmente
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