O prefeito Luis Henrique Moreira negou que haja retração econômica, seja de empresas ou de empregos, em Jales, e disse à nossa reportagem que Jales está preparada para a chegada de grandes empresas dos mais diversos setores, como logística, alimentação supermercados e comércio em geral.
Luis Henrique confirmou a vinda do McDonalds, Hipermercado Porecatu, um centro de distribuição do Mercado Livre e outras grandes empresas nacionais, regionais e locais.
Segundo o prefeito, durante o seu primeiro mandato, a cidade passou por uma espécie de revitalização e modernização da sua infraestrutura e, depois de criar condições de pavimentação, iluminação e de avançar na simplificação da abertura de empresas, está pronta para receber qualquer investimento.
Veja na entrevista abaixo:
A Tribuna: Nós temos algumas informações de que Jales está recebendo, ou tem, pelo menos, propostas de receber, grandes empreendimentos, grandes empresas já se estabelecendo, e outras empresas fazendo pesquisa de mercado em Jales. Por outro lado, alguns veículos de imprensa locais insistem em dizer que há regressão econômica em Jales. Afinal de contas, o que é verdade, o que é mito, o que é maldade?
Luis Henrique Moreira: Realmente, isso é um assunto bastante recorrente, a gente está sendo bastante abordado aí na rua, para pessoas interessadas, realmente, com relação a esse assunto, da questão da geração de empregos, novas empresas vindo para Jales. Vou começar de trás para frente a resposta. Infelizmente, a gente percebe realmente muitas notícias negativas. É evidente que o cenário, não só em Jales, mas de toda a região, de todo o estado de São Paulo, talvez a nível Brasil, existem realmente várias empresas fechando. Só que, diferentemente do que acontece em algumas outras cidades, Jales, a gente tem muito orgulho de dizer o seguinte: que muitas empresas têm nos procurado, muitas empresas têm feito pesquisa de mercado para se instalar em Jales, e muitas empresas já estão se instalando em Jales. Empresas com toda a certeza vão significar muito para nossa economia, para o nosso comércio, gerando emprego, gerando renda. Prova disso é que nessa semana começou a chegar os tubos pra gente fazer a obra de drenagem de galerias ali na Avenida João Amadeu. Então, logo que termine essa obra, o Grupo Porecatu, começa imediatamente a obra, até porque eles têm a vontade e a intenção de inaugurar essa obra para a Páscoa de 2027. Temos aqui, digo até em primeira mão, quem vem de São José do Rio Preto já consegue ver, próximo ao Posto Sete, às margens da rodovia Euclides da Cunha, tem maquinário trabalhando ali do lado direito de quem está chegando em Jales. Ali vai ser o segundo maior centro de distribuição do Mercado Livre. O Mercado Livre, que é uma empresa argentina que tem sua sede no Brasil em Osasco e o maior centro de distribuição do estado de São Paulo é no município de Cajamar, e corremos muito, muitas cidades queriam esse investimento, esse grupo: São José do Rio Preto, Votuporanga, Fernandópolis, Santa Fé do Sul. E fizemos esse trabalho de convencimento, e não foi só isso, não foi simplesmente o nosso trabalho de convencimento, eles também fizeram pesquisa de mercado para ver a viabilidade de vir para Jales. Eu costumo sempre dizer que eles não vieram para Jales, estão vindo para Jales porque Jales é bonito, porque Jales realmente tem potencial, Jales é centro de região, Jales geograficamente tem localização privilegiada. Então, a gente tem que valorizar muito isso. Então, se a gente somar aí a quantidade de empresas fechadas, só uma empresa, por exemplo, desse porte, ela já, com toda a certeza, a gente já levantou esses números, ele ultrapassa em três vezes mais aquilo que foi teoricamente desconstituído da geração de emprego com o fechamento desse comércio. Mas não para por aí, a questão do Grupo Porecatu, que também vai gerar muitos empregos, vai gerar renda.
A Tribuna: E o McDonald’s, vem ou não vem?
Luis Henrique Moreira: A questão do McDonald’s, muito se fala do McDonald’s, e aí eu digo para você uma situação que talvez a população precise ficar sabendo, porque o McDonald’s, para montar as suas unidades nas cidades, eles fazem uma pesquisa de mercado. E sabe o que aconteceu em Jales? Por incrível que pareça, para mim não é surpresa, tenho certeza que para você também não, porque a gente sabe da capacidade e do potencial do nosso município. Normalmente, a pessoa quer ser um franqueado, então ela propõe, o McDonald’s faz uma pesquisa de mercado e decide se abre a franquia. Sabe o que aconteceu aqui em Jales? Por incrível que pareça, a pessoa interessada em montar a franquia procurou o McDonald’s dizendo que gostaria de abrir aqui em Jales. A empresa de pesquisa que faz a pesquisa para o McDonald’s do Brasil inteiro, fez a pesquisa em Jales. E sabe o que aconteceu? Eles procuraram a pessoa que havia feito a proposta e falaram: “Infelizmente para você, a gente tem interesse em Jales, só que a gente não tem interesse de franquear”. Então realmente vai ter o McDonald’s, só que vai ser realmente deles, não passarão a franquia para ninguém, ou seja, o próprio McDonald’s vê esse potencial muito grande, enxerga esse potencial em Jales, o que muitas pessoas, infelizmente, de Jales, não conseguem enxergar. E a gente fica muito feliz de ver empresas desse porte enxergando esse potencial em Jales.
E não para por aí, pode ter certeza que nos próximos meses, nas próximas semanas, a gente espera também anunciar outras importantes empresas vindo para Jales, para definitivamente cravar e a população de Jales e da região ver que realmente Jales é uma cidade que acolhe, sim, acolhe! É uma cidade em desenvolvimento, uma cidade em crescimento e o mais importante, gerando emprego e consequentemente gerando renda.
A Tribuna: A gente está vendo ali na entrada da cidade, aquela entrada pela Avenida João Amadeu, onde vai ser construído o Porecatu, o McDonald’s, está mudando totalmente a cara daquela entrada. Antigamente, havia terrenos vazios de um lado, terrenos vazios do outro, agora não, nos dois lados tem vários empreendimentos, né?
Luis Henrique Moreira: Exatamente. Ali, na verdade, muitos e muitos anos, por décadas, ficou vazio aquele espaço lá. E a gente está fazendo ali um investimento de praticamente mais de R$ 6 milhões para, claro, para resolver também o problema de drenagem. A gente sabe que ali a Afonso Rossafa Molina, João Amadeu, a Marginal Eduardo Ferraz Ribeiro do Valle, Santo Expedito…tem muito problema de alagamento e de drenagem. Então, com essa obra, nós vamos resolver também esse problema tão sério, tão grave, de alagamento ali nesses pontos que eu me referi. E aí você vê as obras na entrada da cidade, quando você entra ali na Agromec, a gente já tem também obras ali do Grupo Sakashita. Quando você pega agora ali no início da João Amadeu, nós vamos ter obra do Porecatu. Você pega na marginal, você tem obra do Mercado Livre. Então, são obras, são empreendimentos em toda a parte da cidade. Eu até peço para que as pessoas, a população, faça uma reflexão: eu tenho certeza que perto da casa de cada um que nos acompanha nesse momento, tem empreendimentos sendo instalados.
A Tribuna: Loteamento…
Luis Henrique Moreira: Sim, loteamento. Para você ter ideia, loteamentos, eles são lançados, por exemplo, num final de semana, dentro de uma semana, os terrenos são todos vendidos. Ou seja, são pessoas que realmente acreditam em Jales, que querem construir e, principalmente, empreender aqui no nosso município.
A Tribuna : Uma pergunta importante, a gente vê que você vai viajar sempre, está viajando para Brasília, para São Paulo, para outras localidades em busca de parcerias também, não recursos públicos somente, mas parcerias também empresariais. E a prefeitura precisa também fazer um certo investimento, como esse que você falou ali, naquela região da entrada da cidade, precisa preparar a cidade para receber esses grandes empreendimentos, né?
Luis Henrique Moreira: Exatamente. Eu costumo sempre dizer que tem muitas pessoas que falam assim: “Poxa, Luis Henrique, por que no seu primeiro mandato, nos quatro primeiros anos, praticamente vieram poucas empresas para Jales?” E isso é uma realidade. Por quê? Eu costumo sempre dizer que o empreendedor, o empresário, ele é muito observador e ele faz pesquisa de mercado. Jales, há quatro anos atrás, estava preparado para receber esses grandes investimentos? Não! A gente precisa ser realista. Nós tínhamos aqui ruas e avenidas que eram intransitáveis. Então, como você, como um empresário investe numa cidade sem total, sem nenhuma infraestrutura?
Nós não tínhamos os pontilhões, que eram outro problema seríssimo, gravíssimo. Então, Jales não era bem vista muitas vezes por grandes empresas. Então é evidente que nós fizemos muitas obras, nós fizemos o maior programa de recuperação asfáltica que Jales já teve, foi feito os dois pontilhões na nossa administração, iluminação moderna, enfim, fizemos o dever de casa. Nós plantamos uma semente, cuidamos dessa semente aí por quatro anos com muito amor, com muito carinho, com muita responsabilidade, e agora é o momento de colher o fruto, os frutos. E quando eu digo colher os frutos, quero dizer que hoje a cidade está preparada para receber grandes empresas. Hoje Jales está preparada para receber um Porecatu, está preparada para receber um McDonald’s, está preparada para receber um Mercado Livre, está preparada para receber uma Shopee. É evidente que a gente viaja em busca de recursos no Governo Federal, no Governo Estadual? É. Mas também a gente viaja, porque graças a Deus a gente tem grandes parceiros, grandes amigos que nos apresentam bons empresários e grandes grupos, como foi esses que eu mencionei, que não vieram para Jales em vão, à toa. E grandes empreendimentos, grandes empresas ainda vão vir para Jales também, tenho certeza que ao longo das próximas semanas, nos próximos meses, nós vamos estar anunciando também outras empresas. É importante dizer também que empresas de Jales vêm crescendo, como o caso, por exemplo, da Precisão Sistemas, né? É uma empresa de tecnologia de informática que tem crescido muito. Agora, o centro de reabilitação do Hospital do Amor, no antigo Jales Clube, a Inejal… Então tudo isso acaba fomentando a nossa economia, o nosso comércio e com toda a certeza, crescendo a nossa cidade e é, e é isso que é o desejo, o anseio de todos nós.
