Vereadores querem informações sobre nova empresa de coleta de lixo

Date:

O lixo, tema polêmico em Jales, que chegou a causar a cassação da prefeita Eunice Mistilides Silva em fevereiro deste ano, volta a ser motivo de discussão. Os vereadores Gilberto Alexandre de Moraes, o Gilbertão, Jesus Martins Batista, Luís Fernando Rosalino, Pérola Maria Fonseca Cardoso e Júnior Rodrigues, apresentaram requerimento ao Poder Executivo para obter informações sobre a nova empresa contratada para os serviços de coleta de lixo, gestão do Aterro Sanitário e varrição de vias públicas.

O documento apresentado durante a Sessão Ordinária do dia 8 solicita detalhes sobre a formalização de contrato com a Macchione Projeto de Construção e Pavimentação Ltda, de Catanduva. A empresa que substituiu a Proposta Engenharia Ambiental Ltda pertence ao ex-prefeito de Catanduva, Adolfo Macchione.

O jornal A Tribuna, noticiou no início de abril, que a Macchione foi a vencedora da concorrência que foi iniciada em 2013, mas ficou vários meses paralisada em virtude de recursos impetrados por empresas concorrentes na Justiça. A própria Macchione Ltda só conseguiu continuar no certame depois de recorrer à Justiça. A empresa tinha sido inabilitada (desclassificada) pela Comissão de Licitação, em virtude de uma suposta falha na documentação. Para o juiz da 2ª Vara de Jales, que julgou o caso, a Macchione teria sido induzida a erro por uma falha do edital. Em sua decisão, o magistrado determinou que a empresa não fosse excluída do certame.

A decisão do juiz da 2ª Vara poderá resultar em uma economia de R$ 400 mil/ano para a Prefeitura de Jales. Foi essa a diferença entre os preços apresentados pelas duas primeiras colocadas no certame – a Macchione e a Proposta. Com relação, porém, aos preços que estavam sendo cobrados pela Proposta, a economia pode chegar a R$ 700 mil/ano.

Os vereadores argumentam que esse tipo de contrato sempre geram dúvidas junto à população, especialmente no que tange à limpeza de ruas e bairros. Por essa razão, eles pedem que a Prefeitura responda sobre a programação dos serviços contratados junto à Macchione para varrição, especifique os bairros e a quantidade de varrições semanais contratadas para cada bairro da cidade. Os vereadores ainda requereram informações sobre a quantidade de varrição contratada semanalmente em metros quadrados, o número de varredeiras previsto no contrato e quantas, efetivamente, estão trabalhando.

O documento indaga também a quantidade de metros quadrados de varrição estipulada para cada varredeira. Questiona, por fim, como é feito o controle do peso do lixo coletado pela empresa e quem é o servidor público municipal responsável pela fiscalização dos serviços contratados pela Prefeitura e executados pela Macchione.

Redação A Tribuna
Redação A Tribunahttps://atribunajales.com.br
Conteúdo produzido pela equipe de redação do Jornal A Tribuna de Jales, veículo de comunicação do noroeste paulista em circulação desde 1987. Cobrimos Jales e região com foco em política, segurança, saúde, educação, economia e esportes. A assinatura Redação A Tribuna é usada nas matérias produzidas coletivamente pela equipe do jornal.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Outras matérias relacionadas
RELACIONADAS

Prefeitura de Jales dá prazo de 30 dias para revisão da Taxa de Fiscalização

A Prefeitura de Jales, por meio da Secretaria Municipal...

Com salão lotado e público qualificado,Jalesprev realiza Audiência Pública de prestação de contas

O Instituto Municipal de Previdência Social de Jales (Jalesprev)...

Jales supera os 50 mil habitantes, segundo nova estimativa do IBGE

Jales ultrapassou novamente a marca de 50 mil moradores....

Bairro Limpo leva frente de serviços à Cohab Dercílio Joaquim de Carvalho

O Projeto Bairro Limpo continua avançando pelos bairros de...