Cada um dos 50.017 jalesenses desembolsou R$ 61,09 em impostos para ajudar a bancar os R$ 3.055.777,07 que os dez vereadores do nosso parlamento custaram no ano passado. O valor pode parecer alto, mas foi menor do que o gasto proporcionalmente per capita em 2023. Naquele ano, o gasto total do Legislativo foi de R$ 3.105.727,58. Como a população também era menor (48.776 habitantes), o gasto de cada habitante foi maior, R$ 63,67 per capita.
Os gastos são semelhantes aos das câmaras de Santa Fé do Sul, Fernandópolis e Votuporanga e abaixo da média estadual que é de R$ 117,49 por cidadão. E muito menores do que os de Dirce Reis onde cada morador desembolsou R$ 648,53 para custear o parlamento.
Levantamento do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) informa que para financiar os Legislativos – que abrigam entre 9 e 34 vereadores – os recursos para custeio e manutenção das Casas Legislativas atingiram a cifra total de R$ 4.003.648.417,34 em 2024. Levando em conta o gasto total e um universo de 6.908 assentos, o custo médio por vereador no Estado de São Paulo é R$ 579.566,93.
Para atender uma população estimada em 34.077.616 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o custo médio per capita, para custeio e despesa dos vereadores, é de R$ 117,49 por cidadão.
Com mais de 6,9 mil legisladores nos 644 municípios do Estado de São Paulo (exceto a Capital), as Câmaras Municipais custaram, juntas, entre janeiro e dezembro de 2024, mais de R$ 4 bilhões aos cofres públicos.
Os dados e informações estão disponíveis na plataforma ‘Mapa das Câmaras’ (www.tce.sp.gov.br/camarasmunicipais), ferramenta desenvolvida pelo Tribunal de Contas que tornam públicos, de forma clara e simples, os recursos utilizados por vereadores e o impacto que o Poder Legislativo causa frente aos orçamentos dos municípios.
CUSTO PER CAPITA
Com 1.074 moradores e nove vereadores, o município de Nova Castilho contabiliza o maior valor despendido por número de habitantes. A Câmara Municipal custou R$ 1.032.214,68 no exercício de 2024. A média per capita, neste caso, é de R$ 961,09 para cada cidadão. É seguida por Borá, que, com 928 habitantes e nove vereadores, custa R$ 887,72 por habitante. Em terceiro lugar, figura Flora Rica, com 1.492 habitantes e nove vereadores, que perfaz uma média de R$ 869,18.
MAIORES GASTOS
Composta por 34 parlamentares – o maior plenário dentre os municípios paulistas, exceto a Capital – a Câmara de Guarulhos foi a que apresentou os maiores custos, ultrapassando a marca R$ 144.571.319,33 milhões no intervalo de 12 meses. Já o Legislativo de Campinas, com 33 vereadores, consumiu R$ 134.280.899,73 no período. São José dos Campos aparece em terceiro lugar: o Legislativo consumiu R$ 103.756.073,41 para abrigar 21 edis. A cidade também figura como o município que possui maior custo por vereador: R$ 4.940.765,40.
CÂMARAS DA REGIÃO
Araçatuba tem 15 vereadores e custou R$ 25.099.331,61 em 2024. O que representa R$ 120,80 para cada um dos 207.775 moradores.
Rio Preto, a maior das cidades da região, tem 17 vereadores que consumiram R$ 35.931.693,11 em 2024. O montante equivale a R$ 71,63 para cada um dos seus 501.597 moradores.
Votuporanga tem 15 vereadores que consumiram R$ 6.883.186,29 em 2024, o que equivale a R$ 68,72 para cada um dos seus 100.159 habitantes.
Fernandópolis tem 13 vereadores e a câmara de lá custou em 2024 R$ 5.612.498,75 ao município. Foram R$ 76,58 para cada um dos 73.286 moradores.
Na outra ponta temos as câmaras com o número mínimo previsto em lei, que é de 9 vereadores. Os gastos totais são obviamente menores, mas não necessariamente menores, se divididos por moradores.
Santa Fé do Sul tem 36.098 moradores que são representados por 9 vereadores. Em 2024 eles custaram R$ 2.570.699,50 para o município, o equivale a um total de R$ 71,21 para cada santafessulense.
Em Estrela d’Oeste, cada um dos 9.655 moradores gastou R$ 130,13 para financiar os seus 9 vereadores que consumiram um total de R$ 1.256.366,85.
Paranapuã, uma das maiores entre as pequenas, tem 4.111 moradores que desembolsaram R$ 204,19 cada um para custear o seu legislativo. No total foram gastos R$ 839.422,51.
Pontalinda tem 4.196 moradores e gastou um total de R$ 935.999,30 com os seus 9 vereadores. Cada um dos pontalindenses tirou do bolso R$ 223,07 para esse fim no ano passado.
Aspásia tem 9 vereadores que custaram ao município R$ 883.600,05 em 2024. Cada um dos seus 1873 moradores desembolsou R$ 471,76 em impostos para custear o parlamento.
Já Dirce Reis, que tem 1.641 moradores representados por 9 vereadores, gastou R$ 1.064.245,81 para custear o seu Legislativo. O montante representa R$ 648,53 para cada morador.
Urânia teve um dos menores gastos proporcionais da região. Cada um dos seus 8.973 moradores gastou R$ 101,60 para custear o seu parlamento, que consumiu R$ 911.636,64 durante o exercício de 2024.
Vitória Brasil que tem 1826 habitantes, gastou em 2024 o total de R$ 737.268,45 com o seu Legislativo, o que representa R$ 403,76.
Santana da Ponte Pensa tem 1698 moradores que desembolsaram um total de R$ 752.155,30 para bancar a sua câmara municipal em 2024. Isso quer dizer que cada um tirou do bolso R$ 442,97 para esse fim.
Santa Albertina com seus 6.543 gastou R$ 1.266.610,18 para financiar o trabalho dos seus 9 vereadores. O valor equivale a R$ 193,58 por pessoa.
Em São Francisco o gasto total com a câmara chegou a R$ 733.210,89. Para cada um dos seus 2.629 moradores o gasto foi de R$ 278,89.
Câmara de Jales custou R$ 3.055.777,07 ao município em 2024
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