Domingo, Março 8, 2026

Terminal Rodoviário dá prejuízo de R$ 155 mil em seis meses

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Enquanto vereadores e setores da sociedade organizada cobram a mudança de local do Terminal Rodoviário “José Antonio Caparroz”, ou até mesmo a terceirização do direito de exploração administrativa do mesmo, a Prefeitura de Jales segue contabilizando resultados negativos com sua administração. Sem contar os prejuízos que a localização da rodoviária de Jales causa ao trânsito e ao asfalto, uma vez que obriga os ônibus a atravessar boa parte da cidade, a administração do Terminal vem apresentando seguidos déficits na comparação entre receitas e despesas.

Segundo informações da própria Prefeitura, em resposta a um questionamento do vereador João Valeriano Zanetoni (PSB), o município arrecadou apenas R$ 27,9 mil com a exploração do Terminal Rodoviário, nos primeiros seis meses de 2017. O valor está bem abaixo da previsão inserida no orçamento municipal deste ano, que estima a arrecadação do Terminal em R$ 200 mil nos 12 meses do ano. Para chegar ao valor previsto no orçamento, o município teria que arrecadar cerca de R$ 16,6 mil por mês, mas a média mensal deste ano não passa de R$ 4,6 mil. As informações da Prefeitura não esclarecem se os comerciantes instalados na rodoviária estão em dia com o pagamento das taxas devidas pela utilização dos espaços comerciais.

O valor arrecadado em 2017 – R$ 27,9 mil – é suficiente para cobrir apenas as despesas com energia elétrica e materiais de limpeza que, nos primeiros seis meses, já chegam a R$ 25,6 mil. Além das despesas com energia e limpeza, a Prefeitura já gastou mais R$ 157 mil com a folha de pagamento dos servidores encarregados da manutenção do Terminal. No total, os gastos já alcançaram cerca de R$ 182,8 mil entre janeiro e junho de 2017, o que resulta em um prejuízo de R$ 155 mil em seis meses.

A terceirização do Terminal Rodoviário parece ser um assunto proibido na Câmara Municipal. Recentemente, o vereador Zanetoni chegou a protocolar um requerimento em que citava supostas discussões em torno do assunto, mas o documento foi retirado da pauta, sem maiores explicações – sem ser discutido pelos vereadores. Sob condição de anonimato, um vereador revelou a existência de interessados na exploração da rodoviária. “Se existem interessados em pleitear o direito de exploração, é porque a rodoviária, se bem administrada, pode gerar lucros”, disse o vereador. Ele avalia, no entanto, que uma possível terceirização pode enfrentar resistências. “As empresas que já estão trabalhando na rodoviária há décadas irão se movimentar, é claro, para que não tenham que deixar o local”, concluiu.

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