Sábado, Março 7, 2026

Sistema de satélite e conscientização ajudam a reduzir incêndios na região

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Apesar de ainda atravessarmos a fase vermelha da Operação São Paulo Sem Fogo, em plena estiagem, já é possível avaliar que o Corpo de Bombeiros tem registrado uma redução significativa nas ocorrências de incêndios neste ano em relação ao ano passado. Na cidade de Jales, no ano passado, foram registradas 176 ocorrências de incêndio florestal. Neste ano, até a última quarta-feira, 27 de agosto, foram 71 ocorrências, menos que a metade.
Na área de abrangência do 3°Subgrupamento de Bombeiros, que engloba 45 municípios nas regiões de Fernandópolis, Votuporanga, Jales e Santa Fé do Sul, foram contadas 370 ocorrências até o momento.Em 2024 houve 1140 incêndios florestais na mesma área.
Os números foram fornecidos com exclusividade pelo subtenente dos bombeiros de Jales, Robson de Jesus Nones, que também é Coordenador Regional Adjunto de Defesa Civil REPDEC I-8 representante da Defesa Civil do Estado de São Paulo/Casa Militar.
Segundo ele, a redução se deve a vários fatores. Entre eles o sistema de monitoramento por satélite que identifica focos de calor, potenciais incêndios, em áreas a partir de apenas 5 M².
Mas sobretudo à conscientização da população, que inclui intensificação das campanhas, com panfletagem, palestras, treinamentos das brigadas municipais em apoio à Defesa Civil e aumento da fiscalização. “É importante lembrar que provocar incêndios é crime”.
Não por coincidência, os dias com maior incidência de focos de incêndio são sexta, sábado e domingo.
O fator clima também contribuiu para a queda, segundo avaliação do bombeiro. De acordo com o balanço da Defesa Civil, este ano o período de estiagem está sendo menor que no ano passado. “Neste ano, temos frentes frias trazendo alguma chuvas, mesmo que não significativas em termos de volumes, mas no ano passado a chuva parou no dia 18 de Abril e voltou a chover no final da primeira quinzena de outubro apenas”.
Nones frisa que a redução não significa reduzir o estado de atenção. Ainda estamos na fase vermelha da Operação São Paulo Sem Fogo, do Governo Estadual, e a previsão é que a seca perdure até setembro”.
Atualmente, os incêndios florestais são considerados uma das maiores ameaças à biodiversidade e conservação ambiental, causando a morte de animais silvestres, prejudicando a vegetação, aumentando a poluição do ar, diminuindo a fertilidade do solo, além de apresentarem risco de acidentes de queimaduras com vítimas e afetarem a saúde da população. Estudos apontam que a maior parte dos incêndios florestais é decorrente de ação antrópica – causados pelo homem, de maneira acidental ou intencional –, entre eles, além das queimadas para fins agrícolas, queima de lixo, fogueiras e balões.
SITUAÇÃO NO ESTADO
A Defesa Civil do Estado também registrou uma redução significativa nos focos de incêndio na primeira quinzena de agosto. Entre os dias 1º e 15, foram contabilizadas 148 ocorrências em 2025, ante 548 no mesmo período de 2024, o que representa uma queda de aproximadamente 75%.
O resultado reflete não apenas as condições meteorológicas do período, mas também o trabalho conjunto realizado entre o Estado e os municípios. O Governo de São Paulo reforça o combate e prevenção a queimadas com a Operação SP Sem Fogo. A ação é uma parceria entre as secretarias de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Agricultura, Segurança Pública e Defesa Civil do Estado. Durante o período de estiagem, a operação entra na fase vermelha, com intensificação dos trabalhos.
Apesar da redução, a Defesa Civil reforça que o tempo seco e as altas temperaturas típicas do inverno paulista ainda oferecem riscos. Por isso, a população deve manter os cuidados, evitando queimadas, descartando corretamente o lixo e acionando imediatamente os canais de emergência em caso de fumaça ou fogo.
A Defesa Civil do Estado mantém o alerta para o aumento do risco de incêndios florestais e queimadas em razão da combinação de temperaturas elevadas e baixos índices de umidade relativa do ar.
As regiões de Araçatuba, São José do Rio Preto, Marília, Bauru, Araraquara, Barretos, Franca e Ribeirão Preto estão sob maior atenção. As condições meteorológicas previstas favorecem a rápida propagação do fogo, principalmente em áreas com vegetação seca, rasteira e pastagens.
FIQUE ALERTA
•As queimadas emitem gases tóxicos que prejudicam o meio ambiente e a saúde humana, causando problemas no sistema respiratório e desordens cardiovasculares;
•Não faça queimada para limpeza de terreno ou para destruição de lixo, optando sempre pelo descarte no lugar indicado;
•Não jogue cigarros ou fósforos acesos às margens de rodovias;
•A soltura de balões, além de ser crime, pode provocar acidentes aéreos e incêndios;
•Incêndios florestais podem causar interrupção no transporte público, na distribuição de energia elétrica e nas redes de comunicação.
O QUE FAZER
Ao avistar fumaça suspeita ou fogo de incêndio em mata, informe imediatamente o Corpo de Bombeiros (193).
SETE INCÊNDIOS EM 24 HORAS
De acordo com o G1, site de notícias da TV TEM, sete focos de queimadas foram registrados em Rio Preto entre terça (26) e quarta-feira (27). Um dos casos mais graves ocorreu em um terreno baldio às margens da rodovia Assis Chateaubriand, onde o fogo se aproximou de um condomínio de prédios e assustou os moradores.
As chamas começaram por volta das 22h desta terça-feira e se espalharam rapidamente pela vegetação seca, atingindo o muro do residencial. A brigada de incêndio do condomínio atuou junto com os bombeiros para evitar que o fogo avançasse.
A fumaça invadiu os apartamentos e causou incômodo. O incêndio só foi controlado durante a madrugada. Ninguém ficou ferido.
Além deste caso, outras seis queimadas foram registradas em terrenos baldios e áreas de pastagem. Segundo o Corpo de Bombeiros, a maioria dos incêndios é provocada por ação humana.
Com a baixa umidade do ar e a falta de chuva, o risco de queimadas aumenta, e a fumaça agrava a dificuldade de respirar, o que reforça o alerta para a necessidade de conscientização da população.
Segundo o subtenente Nones, muitos incêndios em municípios vizinhos com a produção sucroalcooleiro ou até mesmo pastagem acabam tendo impacto regional.
Na tarde de domingo, dia 24, vários incêndios de grandes proporções foram registrados na região, mais próximo de Jales. Em Populina, as chamas atingiram um canavial, mobilizando equipes de usinas com caminhões-pipa, além da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros.
Já em Ouroeste, o fogo próximo à rodovia assustou moradores e motoristas que passavam pelo trecho. Outro ponto de grande preocupação foi registrado em Indiaporã, onde um incêndio também tomou grandes proporções.
Um incêndio de grandes proporções atingiu, na tarde da última sexta feira, dia 22, uma área às margens da Rodovia Jarbas de Moraes, que liga Jales a Santa Albertina, entre os municípios de Paranapuã e Santa Albertina.
De acordo com moradores, o fogo começou por volta das 10h da manhã e, devido ao vento forte, rapidamente se espalhou pela região. Pastagens, canaviais e plantações foram destruídos. Por causa da intensa fumaça, a rodovia precisou ser interditada por cerca de duas horas.
Equipes do Corpo de Bombeiros, brigadistas da usina, Defesa Civil, Polícia Militar e Polícia Rodoviária trabalharam no local para conter as chamas. As causas do incêndio ainda não foram identificadas.

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