Quinta-feira, Abril 3, 2025

Polícia desmantela rede de prostituição e liberta jovens na região

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A Polícia Civil de Auriflama deflagrou uma operação que desmantelou uma organização criminosa envolvida em crimes graves como exploração sexual, tráfico de drogas, cárcere privado, estupros, lesões corporais e até possível homicídio. A ação contou com o apoio de unidades das cidades de Pereira Barreto, Guzolândia, Catanduva e Aparecida do Taboado (MS).
A investigação teve início após a morte suspeita de uma jovem, R.A.M.V., de 19 anos, encontrada enforcada em uma boate em Auriflama. O caso, inicialmente tratado como suicídio, passou a ser investigado como possível homicídio ou indução ao suicídio.
Durante as apurações, a Delegacia de Polícia de Auriflama descobriu uma rede criminosa estruturada desde 2021, operando em diferentes municípios paulistas e também no Mato Grosso do Sul. As vítimas, muitas delas jovens em situação de vulnerabilidade, eram aliciadas com falsas promessas de emprego e, ao chegarem às boates, eram mantidas sob forte controle físico e psicológico, sem acesso à comunicação, alimentação adequada ou liberdade de locomoção.
A Polícia Civil identificou pelo menos dez jovens vítimas da quadrilha investigada pelos crimes cometidos em boates em Catanduva (SP), Auriflama (SP), Pereira Barreto (SP) e Aparecida do Taboado (MS). Todas as boates são do mesmo proprietário.
Durante a operação, na segunda-feira, 24, em Auriflama, a polícia prendeu quatro homens, sendo dois em flagrante por tráfico de drogas. Após um mandado de prisão, os policiais encontraram e prenderam o gerente e o dono dos recintos em Auriflama. Um homem identificado como ex-gerente de Catanduva está foragido.
Conforme relatos colhidos, as mulheres eram obrigadas a consumir drogas fornecidas pelos próprios administradores dos estabelecimentos e, em muitos casos, acumulavam dívidas que as mantinham presas ao local. A prática é semelhante à usada em casos de trabalho escravo. Algumas relataram ter sido estupradas como forma de “quitar” dívidas ou sob ameaças. Há também indícios do envolvimento de menores de idade na rede criminosa.
Entre os locais investigados, estavam boates com os nomes “Sensual Drinks” e “Pantanal”, que funcionavam de maneira articulada, com divisão de tarefas entre os envolvidos.
Os crimes investigados incluem: Organização criminosa, favorecimento da prostituição, Estupro, Cárcere privado, Tráfico de drogas, Homicídio ou indução ao suicídio, Ameaça, e Lesão corporal.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, foram encontradas drogas, armas, cadernos de contabilidade, celulares e outros objetos utilizados para a prática dos crimes. As boates foram fechadas e lacradas por ordem judicial, e suspeitos foram presos temporariamente.

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