Em uma entrevista bastante esclarecedora ao repórter Claudinei Antônio, o presidente da Câmara Municipal, Bruno de Paula (PL), esclareceu o seu estado de saúde e os procedimentos aos quais foi submetido no fim de semana para tratar de uma doença cardiovascular descoberta depois de um infarto e uma embolia. Bruno confirmou que foi levado para o Hospital de Base de Rio Preto para fazer uma cirurgia “de peito aberto”, mas a equipe médica concluiu que as más condições arteriais não permitiriam a operação.
Segundo o vereador de 44 anos, ele possui uma coronariopatia aterosclerótica também conhecida como doença arterial coronariana (DAC),é uma condição causada pelo acúmulo de placas de gordura (aterosclerose) nas artérias coronárias, que são os vasos sanguíneos responsáveis por levar sangue ao coração. Essa obstrução impede o fluxo sanguíneo adequado, podendo causar angina (dor no peito) ou, em casos mais graves, infarto agudo do miocárdio.
O presidente da Câmara já voltou ao trabalho e está tomando medicamentos para controlar os trombos.
Confira abaixo e transcrição dos principais trechos.
SITUAÇÃO DELICADÍSSIMA
“Eu sai daqui numa situação delicadíssima…eu já tinha tido um infarto que eles chamam de infarto agudo subendocárdio do miocárdio e após esse infarto que eu tive há uns dois meses sem perceber, eu também tive uma micro embolia que foi onde eu descobri que eu tinha uma doença no coração. Graças a Deus essa embolia foi para o pé, mas através de um ecocardiograma eu descobri uma insuficiência cardíaca muito significativa. Me encaminharam para um cateterismo em Votuporanga, na quarta-feira, e após eu ter feito, o médico de Votuporanga constatou que o meu caso era gravíssimo. Na quinta-feira, o médico de Jales disse que eu teria que fazer uma cirurgia de urgência e me falou sobre a gravidade da situação”.
NOME DIFÍCIL
“Naquele momento mais difícil foi sentar com os meus filhos e praticamente me despedir para sair para Rio Preto porque eu não sabia se eu iria voltar. Eu tenho uma doença chamada coronariopatia aterosclerótica, uma doença das artérias do coração eu fui para lá para fazer essa cirurgia e sai daqui em UTI móvel, mas chegando lá a junta médica se reuniu e decidiu que a minha cirurgia não seria possível devido a gravidade da minha artéria. Ela estava completamente comprometida. Eu ia fazer várias pontes de safena, mas não tinha onde ligar essas pontes porque essa doença cria trombos dentro da artéria e como ela estava entupida em quase 95% em uma parte e 75% no restante dela, e eu tenho um trombo dentro do coração, eles acharam por bem não fazer a cirurgia porque eu iria ficar na mesa”.
SEGUNDA ALTERNATIVA
“Na verdade o hospital não tem mais o que fazer. É uma doença que não tem cura, mas tem como ser estabilizada. Eu passei por uma segunda junta médica que me deram uma segunda alternativa, que é um tratamento medicamentoso que seguram as placas de gordura dentro das artérias e evitam a formação de novos trombos que vão se formando por conta da doença. Essa medicação é para estabilizar, parar do jeito que está. Eu vou viver da forma que o meu coração está. Os trombos permanecem, e essa medicação faz eles grudarem nas artérias e eles não saem do lugar”.
DEDO PRETO
“É engraçado e assustador ao mesmo tempo. Até dois meses atrás eu estava jogando bola e a minha mulher percebeu que o meu dedo estava preto. Durante o jogo eu sentia uma falta de ar, mas eu tenho bronquite e até uso bombinha. Então eu usava a bombinha e passava a falta de ar por isso eu achava que era por causa da bronquite, mas já era insuficiência cardíaca, já era o problema no coração e o médico disse que se eu continua se jogando bola eu iria ter um infarto dentro do campo também. Após essa embolia eu parei de jogar bola, cessei imediatamente”.
APRENDENDO A VIVER
“Eu nasci de novo. Estou aprendendo a viver novamente. A minha vida mudou por completo. A minha alimentação mudou por completo e até o cuidado conosco no geral. Cuidado com a minha filha, o meu filho com a minha esposa. Nos momentos mais difíceis ela esteve comigo”.
DE VOLTA AO TRABALHO
“Quando o médico disse que eu não poderia operar devido à gravidade [do estado das coronárias], eu perguntei quanto tempo eu teria [de vida], e ele me disse: calma que nós vamos fazer um segundo tratamento e quando eles me deram alta ele me disse que eu poderia ter a minha vida, ter o meu trabalho, mas tudo regrado e já continuou. Eu já voltei pra câmara”.
DESAFIO
“Esse é o maior desafio da minha vida, mas eu me apego que existe um Deus que faz o milagre acontecer e vai dissolver esses trombos. Ele faz o impossível acontecer. É lógico que é Ele que faz acontecer e a gente tem que respeitar a vontade de Deus, mas eu sabia que por algum motivo Deus não iria me desamparar. Quero agradecer as centenas de mensagens que eu recebi, a todas as religiões que se mobilizaram para estar orando, rezando e colocando vibrações positivas para que a min ha saúde fosse restabelecida e fiquei realmente emocionado com essa grandiosidade que se formou”.


