Números divulgados pelo Censo 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados na sexta-feira passada, dia 23 de maio mostram que 7,8% da população jalesense possui alguma deficiência física e 1% é portador de TEA (Transtorno do Espectro Altista). Os números confirmam que Jales está dentro da média nacional, na qual 1,2% da população brasileira possui TEA (2,4 milhões) 7,3% (14,4 milhões de pessoas) tinham alguma deficiência.
Confirmando o que os profissionais da área já sabem, o IBGE detectou que o transtorno afeta quase o dobro da população masculina em relação a feminina. Pretos e pardos também são maioria. Enquanto a taxa de brancos com TEA é de apenas 0,9%, a de pretos chega a 1,3% e a de pardos chega a 1,1%.
No Brasil, a prevalência também é maior entre os homens (1,5%) do que entre as mulheres (0,9%): 1,4 milhões de homens e 1 milhão de mulheres foram diagnosticados com autismo por algum profissional de saúde. Entre os grupos etários, o de maior prevalência foi o de 5 a 9 anos (2,6%).
As informações são do “Censo Demográfico 2022: Pessoas com Deficiência e Pessoas Diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista – Resultados preliminares da amostra”, divulgado pelo IBGE.
QUASE 4 MIL TÊM DEFICIÊNCIA FÍSICA
O Censo 2022 também encontrou 7,8% da população jalesense com alguma deficiência física. Em números absolutos são 3.804 pessoas entre os 48.776 jalesenses contados em 2022. No recorde por gênero, 8,5% das mulheres possuem alguma deficiência. Entre os homens são 7,1%.
Entre os cinco maiores tipos de dificuldade, a mais citada pelos entrevistados foi a dificuldade de andar ou subir escadas (3,5%); seguida pela dificuldade de enxergar (3,4%); a limitação das funções mentais (1,9%); dificuldade de ouvir (1,8%); e pegar pequenos objetos (1,7%).
A idade também aparece como um dos fatores que agravam deficiências físicas já existentes ou fazem surgir novas. Enquanto 78,2% das pessoas com idade entre 95 e 99 anos tinham alguma deficiência, esse índice era de apenas 4,5% na faixa etária entre 15 e 59 anos.
Por recorde por cor ou raça, a situação é praticamente a mesma entre brancos , pardos e pretos. São 8% dos brancos, 7,9% dos pardos, 6,6% dos pretos. Bem atrás, entre os amarelos apenas 2,9% possuem alguma deficiência.
ANALFABETOS
Os números apurados pelo Censo do IBGE 2022 indicam que as deficiências reduzem as oportunidades de formação acadêmica e consequentemente de trabalho. Tanto é que a taxa de analfabetismo das pessoas com deficiência é de 21,43%, cerca de 10 vezes mais que a de pessoas sem deficiência que é de apenas 2,24%.
Entre as pessoas com ensino médio ou superior incompleto, 15,52% têm deficiência física e 32,18% não têm. Entre os que conquistaram formação de grau superior, apenas 8,07% possuem deficiência, enquanto 28,21% não possuem. Na outra ponta, as pessoas que possuem deficiência predominam entre os que não têm formação alguma ou apenas o ensino fundamental incompleto. Dessa fatia da população, 66,66% possuem deficiência e 28,77% não possuem.
BRASIL TEM 24 MILHÕES DE AUTISTAS
O Censo Demográfico 2022 identificou 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA). Não existe grande diferença entre as Grandes Regiões. O Centro-Oeste têm uma proporção um pouco menor, com 1,1%, enquanto as demais têm 1,2% da população com diagnóstico de TEA. Em números absolutos, assim como para o total da população, o Sudeste concentra a maioria, com um pouco mais de um milhão de pessoas diagnosticadas com autismo, seguido pelo Nordeste, com 633 mil; Sul, com 348,4 mil; Norte; com 202 mil e Centro-Oeste, com 180 mil.
Autismo é maior entre crianças e adolescentes
Entre os grupos etários, a prevalência de diagnóstico de autismo foi maior entre os mais jovens: 2,1% no grupo de 0 e 4 anos de idade, 2,6% entre 5 e 9 anos, 1,9% entre 10 e 14 anos e 1,3% entre 15 e 19 anos. Esses percentuais representam, ao todo, 1,1 milhão de pessoas de 0 a 14 anos com autismo. Nos demais grupos etários, os percentuais oscilaram entre 0,8% e 1,0%.
Ao se considerar conjuntamente os recortes de sexo e idade, o grupo de meninos de 5 a 9 anos apresentou o maior percentual de diagnóstico: 3,8% da população masculina nessa faixa etária, o equivalente a 264,6 mil indivíduos. Entre as meninas da mesma faixa, o percentual foi de 1,3%, totalizando 86,3 mil pessoas. Situação semelhante foi observada no grupo 0 a 4 anos, com prevalência de 2,9% entre os meninos e 1,2% entre as meninas.
A prevalência de TEA foi maior entre os homens em todos os grupos etários até 44 anos. Entre 45 e 49, 55 e 59 e 70 anos ou mais, os percentuais foram equivalentes entre os sexos de nascimento. Já nos grupos de 50 a 54 e 60 a 69 anos, as mulheres apresentaram prevalências ligeiramente superiores às dos homens, com diferença de 0,1 pontos percentuais.
População com autismo tem maior taxa de escolarização
A taxa de escolarização da população com autismo (36,9%) foi superior à observada na população geral (24,3%). Essa diferença foi mais expressiva entre os homens: 44,2% dos homens com autismo estavam estudando, frente a 24,7% do total. Entre as mulheres, a taxa de escolarização foi 26,9% entre aquelas com autismo, ante 24,0% no total.
Tal diferença se dá pela maior concentração da população com autismo nas idades mais jovens, principalmente entre as idades de 6 a 14 anos, que possuem altas taxas de escolarização e concentram mais da metade da população de estudantes com autismo, segundo o IBGE.
Para a população total por idade, destacaram-se os grupos de 18 a 24 anos (30,4% para autistas e 27,7% para o total) e 25 anos ou mais (8,3% e 6,1%, respectivamente), onde a taxa de escolarização entre pessoas com autismo superou a da população geral, sugerindo trajetórias mais prolongadas de escolarização ou retornos à educação formal.
Jales tem 1% da população com autismo e 7,8% com deficiência física
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