Sábado, Março 7, 2026

Dalua diz que poços trabalham com folga e que consumo jalesense está dentro do recomendado pela ONU

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O superintendente da Unidade de Negócios do Baixo Tietê e Grande da Sabesp, o jalesense Antônio Rodrigues da Grela Filho, o Dalua, declarou em entrevista ao jornal A Tribuna, por e-mail, que uma lei proibindo a utilização de água tratada para lavagem de calçadas e carros em logradouros públicos poderia passar a falsa impressão de que Jales enfrenta problemas de escassez de água, o que inibiria novos investimentos na cidade. “A conscientização no uso da água é mais importante do que a proibição” 

A Tribuna – A cidade enfrenta algum problema de abastecimento que justifique essa proibição? O que o senhor acha dessa proposta de lei? 

Dalua – A cidade de Jales está em cima do maior aquífero de água doce do mundo.  Não corre risco de racionamento. Os poços estão trabalhando com folgas.

A lei poderá levar uma divulgação de que a cidade enfrenta problemas de abastecimento (escassez), inibindo a entrada de investidores em Jales e região. 

É muito mais importante a orientação na utilização. Uma determinada família pode não lavar a calçada, mas, consumir grande quantidade de água noutras atividades. Por isso, é muito importante trabalhar o uso da água como um processo. O trabalho de orientação/conscientização traz resultados significativos, principalmente pensando no futuro.

A Tribuna – Os jalesenses desperdiçam água? Como está o consumo na cidade?

Dalua – Com as campanhas que estão acontecendo na mídia, o consumo na cidade de Jales foi reduzido em 15%. A ONU (Organização das Nações Unidas) recomenda 110 litros água/dia/pessoa. Com a redução de 15% o consumo do jalesense encontra-se na faixa de 110 a 120 litros/água/dia/pessoa, ou seja, na faixa estabelecida pela entidade supranacional.

O outro detalhe é que a própria tarifa cobra diferente de acordo com as faixas de consumo, ou seja, até 10 m³, de 21 a 30 m³, de 31 a 50 m³ e mais de 50 m³. Quanto menor o consumo, menor é valor por metro cúbico de água consumido.

A Tribuna – Então o que o senhor sugere, em vez da proibição imposta por lei? 

Dalua – Uma ideia que eu defendo é criar um comitê das águas de Jales (sociedade civil, mais o poder público: áreas saúde, educação, agricultura e meio ambiente) no sentido de proteger nascentes, reflorestamentos, margens de córregos e trabalhar na conscientização da utilização, aproveitando para buscar uma redução de lixo nas ruas que com as chuvas seguem para os córregos.

É muito grande a quantidade de lixo (poluição difusa) que chega nos córregos do Marimbondinho, Tamboril que deságuam no Rio São José dos Dourados e o açude que deságua no Ribeirão Lagoa que, por sua vez, deságua no Rio Grande.

Além disso, a história de Jales demonstra que o local escolhido foi próximo das nascentes dos córregos Marimbondinho, Tamboril e Açude. É muito importante a melhoria das referidas nascentes, que contribuirá com a agricultura irrigada e a dessedentação de animais. O aumento de volume água melhoraria muito a qualidade. 

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