Segunda-feira, Março 9, 2026

Campanha de Tiquinho foi a mais cara. Pintinho foi um dos que menos gastou

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A maioria dos candidatos que concorreram a cargos nas eleições deste ano deixou para apresentar a prestação de contas na terça-feira, 01/11, último dia do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral. Na quinta-feira, 03, no entanto, as prestações de contas já estavam disponíveis no portal do TER-SP e, de acordo com levantamento feito pelo jornal A Tribuna, o atual presidente da Câmara, Nivaldo Batista de Oliveira(PSD), foi o dono da campanha mais cara, entre os vereadores eleitos para a próxima legislatura. Ou, no mínimo, ele foi o mais sincero ao prestar suas contas.

Segundo os dados que entregou à Justiça Eleitoral, Tiquinho gastou R$ 11.878,00 em sua campanha, sendo que a maior parte desses recursos – R$ 11.850,00 – saiu do bolso do próprio candidato. Os outros R$ 28,00 foram doados em material pelo candidato majoritário Flávio Prandi Franco(DEM). Dos R$ 11.878,00 gastos por Tiquinho, pelo menos R$ 4,7 mil foram aplicados na confecção de material de propaganda impresso.

Em segundo lugar entre os eleitos que mais gastaram, mas bem distante de Tiquinho, ficou o candidato Fábio Kazuto Matsumura(PSB), que declarou despesas no valor de R$ 4.303,38. No geral, porém, Kazutinho ficou em 5° lugar entre os mais gastões, já que pelo menos três candidatos não eleitos gastaram mais que ele: Júnior Rodrigues(PSB), com gastos de R$ 8.325,20, Hilton Marques(PT), com R$ 5.000,00, e Luís Rosalino(PT), com R$ 4.964,45. Depois de Kazutinho, os que mais gastaram – entre os eleitos – foram Henrique Macetão (R$ 4.068,89) e Tiago Abra (R$ 4.038,50), ambos do PP.

Na outra ponta, os candidatos eleitos que menos gastaram foram o tucano Bismark Kuwakino, que declarou despesas de apenas R$ 521,80 e o pessebista João Valeriano Zanetoni, que gastou oficialmente R$ 986,60. Entre o candidatos não eleitos, os que menos gastaram foram Lauro Figueiredo(PRB), o Matogrosso, e Maria das Graças Matos(PPS), que declararam ter investido apenas R$ 28,00, cada um, em suas respectivas campanhas. Maria Aparecida Almeida Feitosa, a candidata do PP que teve apenas um voto não apresentou, aparentemente, sua prestação de contas. Mara Fontes(PP), que teve 03 votos, declarou gastos de R$ 221,80. De seu lado, o candidato mais votado, Pintinho(PRB), com 1.198 votos, declarou gastos de R$ 1.245,00. 

Eleitos em 2016 gastaram menos da metade que os eleitos em 2012

Juntos os dez candidatos a vereador eleitos em 2016 declararam gastos de R$ 36.166,00, o que equivale a 42% dos R$ 85.500 declarados pelos dez vereadores eleitos em 2012. Naquele ano, a vereadora Pérola Cardoso(PT) apareceu como a que mais gastou, com despesas declaradas de R$ 18.644,00. Tiquinho, o que mais gastou em 2016 (R$ 11.878,00), ficou em segundo lugar em 2012, com gastos de R$ 12.027,50. 

Vanderley Vieira dos Santos(PPS), o Deley, que declarou gastos de R$ 2.143,40 neste ano, quando foi eleito com 976 votos, teve uma despesa bem maior em 2012, quando declarou investimentos de R$ 9.480,25 e ficou na suplência, com 676 votos. Ou seja, em 2016 ele gastou R$ 7 mil a menos e obteve 300 votos a mais.

 

Flá gastou R$ 160 mil. Na região, Paranapuã teve campanha mais cara

Mesmo concorrendo sozinho à Prefeitura de Jales, o candidato Flávio Prandi Franco(DEM), o Flá, declarou gastos de R$ 160.600,00 na campanha deste ano. De acordo com os limites da nova legislação eleitoral, ele poderia ter gasto R$ 176,2 mil. A maior parte dos R$ 160,6 mil arrecadados pela campanha de Flá, veio do seu partido, o DEM, que contribuiu com R$ 125 mil do Fundo Partidário. O candidato a vice-prefeito, José Devanir Rodrigues(PMDB), o Garça, doou R$ 15 mil para a campanha, enquanto o próprio candidato, Flá, contribuiu com R$ 10 mil e o empresário Sérgio Hernandes de Paula fez uma doação de R$ 10 mil. Os maiores gastos de Flá foram com “serviços de terceiros”. A produção dos programas de rádio custou R$ 12,5 mil, o material de publicidade impresso ficou em R$ 17,3 mil, enquanto a produção de jingles e vinhetas consumiu R$ 10,3 mil.

Nos outros nove municípios que integram a Zona Eleitoral de Jales, a campanha mais cara foi a do candidato eleito em Paranapuã, Sérgio Antonio Polarini(PSD), que gastou R$ 56,4 mil. O adversário de Sérgio, Juninho Pinato(PP), declarou arrecadação e gastos de R$ 36,5 mil. A campanha do prefeito reeleito de Aspásia, José Eduardo Assunção(DEM), o Calango, custou R$ 52,2 mil. A prefeita de Vitória Brasil, Ana Lúcia Olhier(PSDB), que gastou R$ 54 mil em 2012, declarou despesas de R$ 23,6 mil em 2016, quando foi reeleita por uma diferença de apenas 17 votos. O adversário de Ana, Paulo Henrique Viotto(PTB), o Paulinho do Açougue, declarou gastos de apenas R$ 9,5 mil.

Em Pontalinda, o prefeito Elvis Carlos de Souza(PTB) foi o vencedor, mas teve sua candidatura impugnada pelo TRE-SP. Talvez por isso os gastos de Elvis com a reeleição ainda não estão disponíveis no portal do Tribunal. Por enquanto, a campanha mais barata entre os candidatos a prefeito eleitos na Zona Eleitoral de Jales é a do reeleito Vanderci Novelli(PMDB), o Tuquinha, de Santa Albertina. Ele declarou ter gasto apenas R$ 9,7 mil. Em 2012, quando concorreu pela primeira vez, Tuquinha declarou despesas de R$ 20,9 mil. 

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