Justiça de Urânia condena ex-prefeito de Aspásia por contratação de advogados

Date:

 

A juíza da Vara Única de Urânia, Thânia Pereira Teixeira de Carvalho, julgou parcialmente procedente uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público condenou o ex-prefeito de Aspásia, Elias Roz Canos, o Lia do Bar, por improbidade administrativa. Além do ex-prefeito, foram condenados igualmente os advogados Benedito Tonholo e Paulo Ricardo Santana e os escritórios de advocacia Rodrigues, Tonholo Advogados Associados, de Jales, e Santana Consultoria e Assessoria S/C Ltda, de Santa Fé do Sul. 

A sentença da juíza declarou nulos os contratos firmados entre a Prefeitura de Aspásia e os dois escritórios de advocacia e condenou os réus a devolver aos cofres públicos os valores dispendidos com a contratação. Eles terão, também, que pagar multa correspondente ao valor do prejuízo causado ao erário e não poderão contratar com o poder público pelo prazo de cinco anos. O ex-prefeito e os dois advogados tiveram, ainda, seus direitos políticos suspensos por cinco anos. Por se tratar de julgamento de primeira instância, os réus ainda poderão recorrer às instâncias superiores.

O caso

As irregularidades apontadas pelo Ministério Público e condenadas pela Justiça começaram em outubro de 2008, quando a Prefeitura de Aspásia, apesar de contar, desde 2006, com uma procuradora jurídica concursada, contratou, mediante uma carta-convite, o escritório Rodrigues, Tonholo Advogados Associados para prestar serviços de assessoria jurídica a todos os setores da municipalidade, por R$ 2,5 mil mensais. De acordo com a denúncia do MP, o contrato foi sendo prorrogado, sem qualquer justificativa, até dezembro de 2011.

Não bastasse isso, em novembro de 2009, o prefeito Lia do Bar determinou a contratação, por dispensa de licitação, de outro escritório de advocacia, o Santana Assessoria e Consultoria S/C Ltda. Ainda de acordo com a denúncia, o prefeito teria utilizado os serviços de um dos advogados pagos pelo município para defendê-lo em uma causa de interesse particular, onde Lia processou um vereador por conta de uma suposta agressão. O ex-prefeito confirmou, em sua defesa, que utilizou os serviços do advogado pago pelo município, alegando que a agressão teria sido cometida durante uma festa de réveillon, onde ele estava representando a municipalidade.

O ex-prefeito e seus defensores alegaram, também, que os escritórios de advocacia foram contratados em virtude de uma licença-maternidade da procuradora jurídica efetiva. A morte de dois servidores da Prefeitura de Aspásia, em um acidente automobilístico, e o “pouco estudo” do ex-prefeito também foram alegados como justificativa para a contratação.

Na esfera criminal, Lia foi condenado a dois anos de reclusão

A utilização de um advogado contratado pelo município para defendê-lo em um processo particular já rendeu ao ex-prefeito Elias Roz Canos uma condenação criminal. Em julho deste ano, a mesma juíza da Vara Única de Urânia, Thânia Pereira Teixeira de Carvalho, condenou Lia a dois anos de reclusão em regime aberto. A pena foi, no entanto, substituída pelo pagamento de 03 salários mínimos a uma instituição de interesse social e pela prestação de serviços à comunidade, durante dois anos. 

Redação A Tribuna
Redação A Tribunahttps://atribunajales.com.br
Conteúdo produzido pela equipe de redação do Jornal A Tribuna de Jales, veículo de comunicação do noroeste paulista em circulação desde 1987. Cobrimos Jales e região com foco em política, segurança, saúde, educação, economia e esportes. A assinatura Redação A Tribuna é usada nas matérias produzidas coletivamente pela equipe do jornal.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Outras matérias relacionadas
RELACIONADAS

Entrevista com Padre Mária Rober Rodrigues

Motivados pela Romaria Diocesana muitos diocesanos, ao longo dos...