O Projeto de Lei 22/2026 de autoria do vereador Rivelino Rodrigues que deve ser votado e aprovado na Sessão Ordinária desta segunda-feira, 13, vai denominar oito ruas do loteamento Pôr do Sol, localizado nos fundos do Hospital de Amor.
As vias receberão os nomes de “Rua Orozino José Moreira” ; “Rua Concheta de Fátima Papassidero” a “Avenida Dr. Antônio Figueira Filho”; “Rua João Estanislau do Herval Martins” ; “Rua Araújo Jorge”, “Rua Emerson Aparecido Macedo”; “Rua Maria de Fátima Mazetti” ; “Rua Dorival Bochi” e “Rua Professor David Patrício de Almeida Santos”.
Segundo o vereador, a legislação estabelece que o Poder Legislativo faça as denominações dos logradouros, espaços e via públicas.
HOMENAGEADOS
Orozino José Moreira – Nascido em 27 de junho de 1935, no município de Carinhanha, estado da Bahia, onde viveu até seus 17 anos de vida. Migrou para o estado do Paraná, onde trabalhou em uma fazenda de café por um ano com um tio. Nesta fazenda, não se adaptou ao frio. Então, em 1953, mudou-se para Jales, onde tinha um casal de tios, Maria Pereira do Nascimento e Enedino Saraiva da Silva, em um sítio no Córrego do Tanquinho. Com muito trabalho, conseguiu adquirir 2 alqueires de terra no Córrego das Perobas, negociado diretamente com o Dr. Euphly Jalles. Nesse sítio, construiu sua família e criou seus filhos. Com os frutos da lavoura de amendoim, arroz, feijão, milho, algodão, café e laranja e da criação de gado, adquiriu mais terras e sustentou a família. Viveu 51 anos nesta terra, onde fez muitos amigos e era querido por todos. Faleceu em 31 de julho de 2004.
Concheta de Fátima Papassidero – Nascida na cidade de Jales no dia 17 de dezembro de 1958, filha de Hermínio Papassidero e Orlanda Colarini Papassidero. Tem como irmãos João Papassidero, Aula de Lourdes Papassidero Altimari e Vicente Papassidero. Casou-se aos 20 anos com Irineu Amadeu, do qual era divorciada. Dessa união, Fátima teve duas filhas, e um neto. Concheta ou Fatiminha, como era carinhosamente chamada, cursou magistério, deu aulas na cidade de Jales e região. Logo em seguida, exerceu atividades comerciais juntamente com sua irmã Lurdinha. Fátima era muito conhecida pela sua alegria de viver, querida por seu carisma e dedicação com todos, principalmente com a família. Era católica, frequentava missas, terços e ajudava sempre que podia. Adorava fazer caminhadas e frequentar academia. Era um ser humano muito amável e gostava muito da vida. Fátima fez uma cirurgia para retirada de neoplasia do intestino. Após 30 dias, não se sentindo bem, foi internada na Santa Casa de Jales e, durante a noite, veio a óbito.
Dr. Antônio Figueira Filho – Carinhosamente conhecido como “Dr. Figueira”, nasceu em Serra Talhada, Pernambuco, em 16 de setembro 1937. Chegou em Jales em 1968 e construiu aqui uma trajetória marcada pela dedicação à medicina, ao serviço público e ao cuidado com a comunidade. Médico pediatra de reconhecida excelência, tornou-se referência regional pelo atendimento humanizado, pautado na ética, na atenção e no respeito às crianças e suas famílias. Além de sua destacada atuação na medicina, teve relevante participação na vida pública do Município, exercendo o cargo de Vereador em duas Legislaturas: 1983/1988 e 1989/1992, chegando à Presidência da Câmara Municipal de Jales para duas gestões: 1983/1984 e 1991. Em sua trajetória política, destacou-se pelo equilíbrio, pelo diálogo e pelo compromisso com os interesses coletivos, contribuindo de forma significativa para o desenvolvimento da cidade. Dr. Figueira foi casado com Maria de Lourdes Melo Figueira, já falecida, e tiveram 3 filhos.
João Estanislau do Herval Martins – nasceu em Taubaté, Vale do Paraíba, em 7 de maio de 1911. Cresceu e estudou na Região de São José do Rio Preto, onde, na década de 1930, formou-se técnico em contabilidade na prestigiosa Escola Dom Pedro II. Estabeleceu-se em Tanabi, onde constituiu família e abriu seu primeiro escritório de contabilidade, o Escritório Comercial Mercúrio, instalado na rua Coronel Militão. Em 1952, após rápida passagem por Fernandópolis, transferiu o Escritório Comercial Mercúrio para a Rua Nove em Jales, onde fixou residência definitiva. Foi um contabilista pioneiro na cidade e aqui prestou seus serviços até se aposentar. Casado com Deolinda Lopes Martins, teve nove filhos, todos criados em Jales, com destacada atuação nas áreas da educação, contábil e bancária. João Herval Martini, como era chamado, viu Jales crescer palmo a palmo. Pessoa de enorme generosidade, mesmo vivendo uma vida financeira apertada, não negava serviços gratuitos aos menos favorecidos, principalmente petições à Justiça para a concessão da gratuidade de registros de nascimento atrasados, fato corriqueiro entre a população rural da época. Faleceu em Jales, aos 86 anos, em março de 1997.
Emerson Aparecido Macedo – Nasceu em Jundiaí em 10 de agosto de 1986 e faleceu em 21 de outubro de 2025. Veio para Jales com a família com apenas 1 ano de idade. Residiu praticamente a vida toda na Vila Talma, bairro em que consolidou grandes amizades e onde sua família permanece até hoje. Começou a trabalhar bem cedo e desenvolveu grande aptidão como eletricista e encanador. Se especializou na área industrial, trabalhando em grandes empresas de Jales e região, sendo a última delas, o Frigorífico Boi Mix, com quase 8 anos de vínculo empregatício. Era muito estudioso e cursou Agronegócio na FATEC em Jales e Biomedicina, na FEF em Fernandópolis. Deixou 2 filhos.
Maria de Fátima Mazetti – Nasceu em Macedônia, no dia 3 de junho de 1968. Filha de Vicente Mazetti e Maria Traldi Mazetti, tradicionais proprietários de uma conhecida sorveteira dos anos 1990, localizada em frente à Catedral, na cidade de Jales, local que por muitos anos fez parte da história e convivência social da cidade, sendo ponto tradicional de encontro das famílias após as missas. Toda a família trabalhava unida no estabelecimento, que marcou época no município. Com o falecimento de seu pai, a sorveteira encerrou suas atividades, fazendo com que cada membro da família seguisse seu próprio caminho. Entretanto, Maria de Fátima Mazetti enfrentou grandes dificuldades pessoais e financeiras, especialmente em razão de problemas de saúde relacionados à obesidade e da dedicação integral aos cuidados com seu filho, portador de necessidades especiais, que necessitava de acompanhamento médico constante na cidade de São José do Rio Preto. Diante das dificuldades financeiras e da impossibilidade de manter emprego fixo devido ao preconceito e às responsabilidades com os cuidados do filho, Maria de Fátima Mazetti encontrou na coleta de materiais recicláveis sua forma de sustento. Trabalhando com ferro, garrafas PET, cobre e outros recicláveis, transformou o quintal de sua residência em espaço de trabalho digno e honesto para garantir a sobrevivência da família. Apesar das dificuldades enfrentadas ao longo da vida, sempre foi muito devota à fé católica, participando ativamente da comunidade religiosa do bairro Conjunto Habitacional JACB. Atuava voluntariamente na Igreja da Comunidade Nossa Senhora da Ressureição, colaborando especialmente na arrecadação de alimentos (buscava fazer coleta nas vizinhanças) e na realização de quermesses e eventos beneficentes. Ao longo de sua trajetória, exerceu importante trabalho comunitário, conquistando o respeito, carinho e admiração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-la. Sua história foi marcada pela honestidade, humildade, solidariedade e compromisso com a comunidade local. Faleceu em 4 de junho de 2020, às 7h30min, deixando um legado de perseverança, fé, amor ao próximo e exemplo de vida que permanece vivo na memória de familiares, amigos e moradores deste município.
Dorival Bochi – Nasceu em Floreal-SP, filho de Agide Bochi e Francisca Falco Bochi. Mudou-se para Jales, cidade que estava em forte crescimento econômico na década de 1950. Trabalhou como torneiro mecânico, profissão fundamental para oficinas e manutenção de máquinas agrícolas da região. Foi proprietário da conhecida Oficina Bochi, localizada na Rua Dezessete, região central de Jales, onde morou e trabalhou durante muitos anos. Era casado com Ana Abel Bochi e deixou dois filhos. Fez parte da diretoria da associação anti-alcoólica e alcoólicos anônimos na cidade de Jales por muitos anos. Faleceu em 8 de setembro de 2002, aos 58 anos, na Santa Casa de Jales, sendo sepultado no Cemitério Municipal da cidade.
David Patrício de Almeida Santos (Depas) – Nascido em 1939 na cidade de Santa Rita do Passa Quatro, era carinhosamente conhecido como “Depas”, foi um homem cuja trajetória uniu ciência, arte, esporte e educação. Filho do jornalista Alceu de Almeida Santos e de Lourdes Patrício de Almeida, David viveu em diversas localidades antes de consolidar sua história em solo paulista. Sua formação intelectual teve um marco importante em Araraquara, onde se formou pela Escola de Belas Artes em 1959. No entanto, foi na Química que encontrou sua profissão principal, graduando-se em 1968 pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara – USP. Homem de múltiplos talentos, David também foi um atleta dedicado, integrando o time de basquete da Ferroviária de Araraquara entre 1957 e 1963. O ano de 1968 marcou o início de seu profundo vínculo com a cidade de Jales. David mudou-se para o município para lecionar Química na rede pública, profissão que exerceu com maestria por 25 anos até sua aposentadoria em 1993. Em Jales, construiu sua família ao casar-se, em julho de 1968, com Maria Luiza Vannucchi, união da qual nasceram seus três filhos. Além das salas de aula, o Prof. David deixou uma marca indelével na cultura e no esporte local. Como artista plástico, pintou cerca de 200 telas, expondo seu talento em diversas cidades da região. Na literatura, registrou suas reflexões no livro de poesias “DP 58 a 92”, publicado em 1996. No esporte, sua contribuição social foi notável: durante mais de uma década, a partir dos anos 80, dedicou-se ao futebol infantil em Jales ao lado do Dr. Dario Mazzi, promovendo saúde e cidadania para inúmeras crianças. Faleceu em março de 2024, deixando um legado de dedicação à família e à comunidade.
Projeto que denomina ruas vai homenagear médico, professor e comerciantes
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