Embaixada americana descobre adolescente com mensagens e conteúdos sobre ataques a escolas em Auriflama e menina é apreendida

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Uma adolescente de 13 anos foi apreendida na última terça-feira, 2 de maio, em uma escola de Auriflama, suspeita de armazenar conteúdos nazistas e trocar mensagens sobre supostos ataques a escolas.
Segundo a Polícia Civil de Araçatuba, que conduziu a operação, a investigação começou no dia 28 de abril, após a embaixada americana no Brasil informar ao Ministério de Justiça que a menina armazenava e divulgava fotos de armas nas redes sociais, bem como trocava mensagens com outros adolescentes sobre supostos atentados a unidades de ensino.
O Ministério da Justiça rastreou o perfil da jovem e enviou um ofício à Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) informando sobre o planejamento do suposto ataque. A identificação e rastreamento da adolescente foram feitos pelo setor de inteligência da polícia.
Com um mandado de busca e apreensão, a Polícia Civil e o Conselho Tutelar foram à Escola Estadual João Rodrigues Fernandes. Ao ser encontrada e questionada, a menina confessou os crimes. Na casa da adolescente, localizada na área rural de Auriflama, as equipes da corporação encontraram uma espingarda carabina 22 e um revólver calibre 32, que estavam no quarto do pai da jovem e não tinham registro.
Diante disso, o pai da adolescente foi preso por posse ilegal de arma de fogo, mas pagou fiança e responderá pelo crime em liberdade. O celular da adolescente foi apreendido para ser periciado. Na casa da jovem, também foram apreendidos desenhos com conteúdo nazista e uma máscara.
A menina passaria por audiência de custódia na quarta-feira, mas não conseguimos apurar o resultado. O caso está em segredo de Justiça, por envolver uma adolescente.
Em nota, a Secretaria Estadual de Educação informou que a Diretoria de Ensino de Jales está à disposição das autoridades, em contribuição às investigações. As aulas seguem regulares na unidade, sem nenhuma ameaça.
“A equipe gestora, junto à rede protetiva do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP), estão à disposição da comunidade escolar”, finaliza a nota.

Redação A Tribuna
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