Sábado, Março 7, 2026

Candidato a presidente diz que falta transparência e democracia na OAB paulista

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O pré-candidato a presidente da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), João Biazzo, fez duras críticas ao que chamou de falta de transparência e falta de democracia por parte da diretoria da entidade. Em entrevista exclusiva à Tribuna TV, o advogado falou sobre suas propostas para melhorar a situação. Entre elas, promover uma espécie de abertura para os grupos derrotados. Biazzo estava acompanhado do advogado Carlos Eduardo Callado Moraes, o tesoureiro na chapa.

A entrevista estará disponível no site www.atribunanaweb.com.br a partir desta segunda-feira, 5 de outubro, às 20 horas. Alguns trechos você pode conferir abaixo. 

ELEIÇÃO: “Os conselheiros seriam regionais e teriam uma ordem na chapa. O primeiro colocado leva 70% dos conselheiros da ordem. O segundo colocado fica com 20% e o terceiro leva 10%. Essa é uma proposta, mas nós precisamos debater uma reforma política profunda dentro da OAB e aí colocar as regras para que a oposição tenha igualdade de armas na disputa. Hoje, do jeito que está, não tem igualdade”. 

CAMPANHA: “A OAB inibe o candidato de oposição de fazer campanha. Não temos acesso a todos os advogados do estado. Não temos o mailing, nem o telefone dos advogados. É uma vergonha o que a OAB faz em suas campanhas políticas. Eles nos proíbem de fazer reuniões na casa da OAB, enquanto eles fazem. Eles inauguram rebaixamento de guia de calçada até máquina de cafezinho e televisão. É o poder pelo poder”.  

TRANSPARÊNCIA: “Não existe clareza sobre onde e como o dinheiro da OAB é usado. Nós fizemos um pedido para a diretoria mostrar isso, mas a OAB não respondeu, mas vamos continuar buscando a resposta porque queremos saber onde e como o dinheiro do advogado é gasto e isso não vamos abandonar”. 

DEFESA DA SOCIEDADE: “A OAB sempre foi instrumento da cidadania, a voz da sociedade, mas através de seus últimos dirigentes, a OAB perdeu isso. É uma OAB muda, calada e com outros interesses que não o da cidadania e da advocacia. Principalmente, interesses políticos. A OAB não se pronunciou sobre a redução da maioridade penal, Operação Lava-Jato, ou seja, a OAB se omite”.

PRERROGATIVAS: “O advogado defendido em suas prerrogativas é a cidadania defendida. É o direito do cidadão de buscar os seus direitos junto à justiça. A função institucional da OAB é defender a cidadania, as prerrogativas e Estado Democrático de Direito. Por outro lado, a OAB tem que defender o advogado. Quando esses conflitos ocorrem, temos que defender o bem maior que é o estado democrático de direito, ou seja, a lei”.

MERCADO DE TRABALHO: “Nós não temos um estudo profundo sobre o mercado de trabalho da advocacia. A OAB tinha que buscar de forma cientifica um efetivo estudo sobre quais são os ramos da advocacia, quais os ramos em que a advocacia cresce. A formação da faculdade não capacita o advogado para ser gestor jurídico de uma empresa, por exemplo. Temos vários ramos do direito que ele pode buscar ou se aperfeiçoar. A Escola Superior da Advocacia deveria dar um curso de administração legal, de como montar o seu escritório e até buscar financiamento para adquirir softwares, computadores, móveis etc”. 

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